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Sonhos de uma noite de nabão (Acto 1)

(Almada, durante a parada gay anual, com tantos jovens vestidos e pintados enquanto cantam canções de embalar a velhotas à janela, em troca de mais uma bebida de cevada.) Acto 1, Cena 1 Nesta altura tão nobre, entra Tesão, Duque das Florzinhas, que planeia sua união carnal com Hipócrita, que quer permanecer virgem até Tesão lhe remover a cereja. Entra Engelhado em cena, seguido da sua filha Her(tão bom que até)mias, o seu querido amante LigasTeMando, e o homem com o qual Engelhado quer que a sua filha case, DeMeteEAtéRiu. Engelhado - Por favor Tesão, dá-me o direito de fazer com que minha filha case com DeMeteEAtéRiu, poque ele já me prometeu que a partilha comigo, ou então deixa que eu a mate. Tesão - Assim seja, caro amigo de cama. Her(tão bom que até)mias, tens duas opções, ou te juntas às freiras para elas te irem ao pacote, ou então casas com DeMeteEAtéRiu. Her(tão bom que até)mias (falando para si) - Que irei fazer? Eu amo LigasTeMando, mas meu pai não me deixa f...

Alexia e Tutu - Duo TAUtâmico

Uma loira reluzente e bamboleante desce a avenida provocando os piropos de tudo o que é homem das obras e afins. “Grande rabo!”, “Grande par!!”, “Makukula matimba!”, “Skolensk tropnova!” são expressões que se habituou a ouvir enquanto esfrega candidamente os cantos da boca. Alexia de seu nome, é conhecida por vender prazer mais rapidamente que uma casa de câmbio troca dólares num país africano. Loiríssima, de estatura mediana, óculos de grossas hastes, roupa provocante e a boca mais rápida dos arredores, ainda tem tempo nas horas vagas para ser informadora especial da esquadra da Damaia. Ai aqueles cacetetes longos e negros!! É precisamente para lá que se dirige, depois de ter sido chamada via telemóvel modo vibratório. Os sapatos altos vão trotando na calçada enquanto o edíficio da GNR se aproxima no horizonte. “O que quererá o chefe desta vez? Ainda ontem lhe mudei o óleo...” – pensa Alexia “E que fuga tem aquele motor! Ainda me dói a garganta...”. Sobe rapidamente as escadas ...

O (Ré)trato Cu-tural

Chovem lesmas ninfomaníacas no quintal, enquanto o Enrabo Branco rega as alfaces com um regador. Caminha adubando a terra com a sua maquilhagem oriental, “ais” e “uis” másculos são libertados ao mesmo tempo que desbrava terreno... o Brasileiro destemido no seu rabo faz passadiço, ou algo que aqueça como o maçarico. Tanta fama, tanta cultura…é bravura! Ao mesmo tempo que estes heróis da sociedade nos instruem há caracoletas a masturbarem-se compulsivamente à espera que o Professor Marsápio abra mais uma página das revistas porno semanais… A Marmela Bora Greves infeliz com a situação já pensou em doar as revistas a uma instituição transsexual feminina. O mundo cresceu, está mais culto e limpo, é por isso que as moscas de Setembro fazem companhia aos narcotraficantes, comendo uns caracóis no Martim Moniz… irresistível tentação está a orientar esta sociedade para um sub mundo rico e culto. No Bairro Alto circulam canivetes com copos de imperial na mão, tentando convencer os que passam...

Sissi, ou o Regresso de Uma Paixão

Anacleto martelava fortemente o seu nabo entre os seios túrgidos. Era uma actividade a que se dedicava com grande interesse, visto ser uma novidade de terras de Espanha. Tinha também o aliciante de não fazer filhos, se bem que houvessem outras opções... Mas Sissi já o tinha desenganado, dito que não, que me aleijas, e eu tou sem pomada, e coiso e tal. De maneira que Anacleto se tinha de contentar em fazer escorregar o seu palpitante instrumento entre o rego das deliciosas mamas de Sissi. Não tardou muito até que libertou o fruto do seu prazer sobre o rosto da bela cortesã. A alva torrente que lhe escorria pela face compunha um quadro de beleza quase angelical, até que... - Arre, badalhoco! E se me passasses um pano, que esta merda já tá a escorrer pó chão?

Obstipação de Amor

Dei um peido na noite mais escura Tão forte estava a feijoada Que não aguentei a cagada Que de meus lençóis roubou a alvura Nem com Tide lhes devolvo a brancura É a desgraça toda - Mas não foi nada! Amanhã é dia de consoada De meu ventre prenúncio de amargura Sou aquele que tem penico de faiança Sou o poeta cagado, o sem esperança O que veio ao mundo para se borrar Sofrer assim -jamais! antes morrer Minha salvação é o clister Porque não posso viver sempre a cagar

Por detrás

Mais um transplante da PENA Era mais um dia , uma manhã chuvosa e ruidosa onde por entre as Era mais um dia , uma manhã chuvosa e ruidosa onde entre as gotas caminhava o ódio… Aquele caminho sempre igual e imaginário que lhe deu muitas desilusões…. Mas como sempre lá estava ele de novo com a sua camisa hilariante e as calças de fato “harcore”. Seu rosto redondo decorado de uma expressão anti-social, caminhava nos corredores calado. Aos poucos ia crescendo e ganhando forma todo o seu poder… … E foi num dia de sol tenebroso escondido atrás da lua que numa reunião a dois, no lugar que pretendia conquistar, eis que a mais maléfica expressão decide perturbar o sossego daquele lugar… De gravata na mão dirige-se ao catedrático, e conta-lhe um segredo: “ …faz hoje um ano que meus pecados fizeram-me cair neste gabinete e conquistei-o devagarinho, agora é altura de controlar todos eles…”. Nisto o Catedrático responde: “ …se pensas que me metes medo com essa carec...

Na estrada vigiada perdeu-se o mundo

Aqui fica um texto transplantado da PENA : Estrada vigiada, onde passava alguém, perdeu-se do mundo… Naquele caminho moderno onde os polícias patrulhavam as ruas com os cacetes em punho, havia pessoas normais que faziam da vida uma rotina… De manhã ao levantarem-se, mergulhavam na piscina de lama onde faziam uma lama-massagem, em que as bolhas formadas faziam hematomas, diziam eles ser bom para o sistema circulatório. Ao pequeno-almoço sentavam-se no chão da cozinha onde executavam os seus rituais tribais, não sei bem como explicar, praticavam um tipo de sexo Tantrico mas a comer ao mesmo tempo. De seguida vestiam as suas roupas executivas, eram negras acima da cintura, transparentes abaixo e a parte púbica era aberta, eles consideram esse vestuário muito mais prático, dava uma ar mais puro e verdadeiro, era como uma segunda mente. Esqueci-me de dizer que eles olhavam os órgãos uns dos outros como quem olha nos olhos. Ao chegarem aos empregos cumprimen...