Ode ao doente (des)conhecido (ou um trabalho nojento de um químico)

Injecção aqui, injecção acolá,
Sigo analisando cada doente.
Ponho fibra, tiro fibra, já está…
Apre, que estou a ficar demente!

Começo pelo José da Brandoa,
Mais o Pedro Almeida de Salvaterra.
(A ambos já deve ter dado a macacoa,
E estão debaixo de sete palmos de terra!)

Do Mário Silva chegou um saco de ar,
Enchido com todo o cuidado.
(Com tanta doença pulmonar,
Já estou a ficar marado!)

Analiso também a dona Felismina,
Ou antes, a sua gosma verde nojenta!
(Ao almoço já não peço gelatina,
Nem de limão nem de menta!)

Do senhor Norberto, fumador inveterado,
Exponho a fibra num saco bem volumoso.
(Pelo cromatograma, deve estar alcatroado,
Talvez já mesmo num estado comatoso!)

E para acabar, o Armindo de Almada,
Mais a Maria do Barreiro…
(A esta hora avançada,
Já foram ambos para o galheiro!)


E é assim que semana após semana,
Injecção atrás de injecção,
Analisando o ar que o pulmão emana,
Passa o tempo o bom do João!




Nota do autor: Os nomes dos doentes são completamente fictícios (espero!!!!!)

Comentários

Captain Dildough disse…
E vai-te preparando prá mousse de chocolate! :D
Chas. disse…
Ena... isso é que é inspiração Laboral!
anokas disse…
lol Captain!!
Mas mto bom João, dá para perceber bem o que é o teu dia-a-dia..........que cómico!!

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