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A mostrar mensagens de Março, 2006

Contos do Virgílio - O Repuxo

"-É chegada a hora de vos contar uma das minhas aventuras!" "-Oh, não!" Nenhum dos jovens da tribo mostrava especial interesse na companhia do Sábio, Virgílio. Era um velho carunchoso e sebento, cheirava pior que um bode e fazia questão de rondar gulosamente as donzelas, que lhe travavam a mãozinha exploradora com vigorosos chapadões no focinho. Ainda se desse prendas de jeito... Mas Virgílio não estava para ser contrariado. Ergueu-se do alto da sua corcunda e bradou: "-Ou ouvem o que tenho pra vos dizer, ou vão provar do meu bastão!" Ninguém quis meditar por muito tempo no sentido daquelas palavras. "-Pronto, Mestre, conte lá a história..." O velho mirou avidamente as feições daquele jovem efebo; se era algo que o sacaninha sabia, era afagar-lhe o ego... O ego... Mas continuemos. "-Sentai-vos, pois a minha narrativa será longa em feitos terríveis e perigos muitos!" "-E tangas, então, vai ser um nunca mais acabar..." "-
Era mais um dia a nascer, o sol levantava-se no horizonte devagar, seus raios de sol estendendo-se por todo o lado, entrando pela janela aberta, tocando nos lençois de cetim revoltados, suavemente tocando na cara de Paulo. Ele acordou estremunhado, sem saber onde estava, mas de repente lembrou-se - "tenho de reduzir a quantidade que bebo" pensou ele, o corpo estranhamente dorido, a tentativa de espreguiçar interrompida pelo facto que tinha as mãos atadas nas costas. "Como diacho é que isto aconteceu. Puta, vou ter de chamar por ela. Qual era o seu nome?" Mas ainda se lembrava de parte da noite: o conhecimento no bar foi apenas um instante, os olhos tocaram-se e fizeram faisca. Ele pagou-lhe uma bebida e dai até a convidar para ir até casa dele foi apenas um instante. A mulher estava fora, a aliança bem escondida no bolso do casaco, mais uma conquista de uma noite. O amasso no táxi levou a que o taxista conduzisse mais devagar, a lingua dela penetrou-lhe a boca, as