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A mostrar mensagens de Outubro, 2004

Sonhos de uma noite de nabão (Acto 1)

(Almada, durante a parada gay anual, com tantos jovens vestidos e pintados enquanto cantam canções de embalar a velhotas à janela, em troca de mais uma bebida de cevada.)


Acto 1, Cena 1

Nesta altura tão nobre, entra Tesão, Duque das Florzinhas, que planeia sua união carnal com Hipócrita, que quer permanecer virgem até Tesão lhe remover a cereja. Entra Engelhado em cena, seguido da sua filha Her(tão bom que até)mias, o seu querido amante LigasTeMando, e o homem com o qual Engelhado quer que a sua filha case, DeMeteEAtéRiu.

Engelhado - Por favor Tesão, dá-me o direito de fazer com que minha filha case com DeMeteEAtéRiu, poque ele já me prometeu que a partilha comigo, ou então deixa que eu a mate.

Tesão - Assim seja, caro amigo de cama. Her(tão bom que até)mias, tens duas opções, ou te juntas às freiras para elas te irem ao pacote, ou então casas com DeMeteEAtéRiu.

Her(tão bom que até)mias (falando para si) - Que irei fazer? Eu amo LigasTeMando, mas meu pai não me deixa fornicar mais com…

Alexia e Tutu - Duo TAUtâmico

Uma loira reluzente e bamboleante desce a avenida provocando os piropos de tudo o que é homem das obras e afins. “Grande rabo!”, “Grande par!!”, “Makukula matimba!”, “Skolensk tropnova!” são expressões que se habituou a ouvir enquanto esfrega candidamente os cantos da boca. Alexia de seu nome, é conhecida por vender prazer mais rapidamente que uma casa de câmbio troca dólares num país africano. Loiríssima, de estatura mediana, óculos de grossas hastes, roupa provocante e a boca mais rápida dos arredores, ainda tem tempo nas horas vagas para ser informadora especial da esquadra da Damaia. Ai aqueles cacetetes longos e negros!! É precisamente para lá que se dirige, depois de ter sido chamada via telemóvel modo vibratório.
Os sapatos altos vão trotando na calçada enquanto o edíficio da GNR se aproxima no horizonte. “O que quererá o chefe desta vez? Ainda ontem lhe mudei o óleo...” – pensa Alexia “E que fuga tem aquele motor! Ainda me dói a garganta...”. Sobe rapidamente as escadas …

O (Ré)trato Cu-tural

Chovem lesmas ninfomaníacas no quintal, enquanto o Enrabo Branco rega as alfaces com um regador. Caminha adubando a terra com a sua maquilhagem oriental, “ais” e “uis” másculos são libertados ao mesmo tempo que desbrava terreno... o Brasileiro destemido no seu rabo faz passadiço, ou algo que aqueça como o maçarico. Tanta fama, tanta cultura…é bravura!
Ao mesmo tempo que estes heróis da sociedade nos instruem há caracoletas a masturbarem-se compulsivamente à espera que o Professor Marsápio abra mais uma página das revistas porno semanais… A Marmela Bora Greves infeliz com a situação já pensou em doar as revistas a uma instituição transsexual feminina.

O mundo cresceu, está mais culto e limpo, é por isso que as moscas de Setembro fazem companhia aos narcotraficantes, comendo uns caracóis no Martim Moniz… irresistível tentação está a orientar esta sociedade para um sub mundo rico e culto. No Bairro Alto circulam canivetes com copos de imperial na mão, tentando convencer os que passam a …

Sissi, ou o Regresso de Uma Paixão

Anacleto martelava fortemente o seu nabo entre os seios túrgidos.
Era uma actividade a que se dedicava com grande interesse, visto ser uma novidade de terras de Espanha. Tinha também o aliciante de não fazer filhos, se bem que houvessem outras opções...
Mas Sissi já o tinha desenganado, dito que não, que me aleijas, e eu tou sem pomada, e coiso e tal.
De maneira que Anacleto se tinha de contentar em fazer escorregar o seu palpitante instrumento entre o rego das deliciosas mamas de Sissi.
Não tardou muito até que libertou o fruto do seu prazer sobre o rosto da bela cortesã. A alva torrente que lhe escorria pela face compunha um quadro de beleza quase angelical, até que...
- Arre, badalhoco! E se me passasses um pano, que esta merda já tá a escorrer pó chão?

Obstipação de Amor

Dei um peido na noite mais escura
Tão forte estava a feijoada
Que não aguentei a cagada
Que de meus lençóis roubou a alvura

Nem com Tide lhes devolvo a brancura
É a desgraça toda - Mas não foi nada!
Amanhã é dia de consoada
De meu ventre prenúncio de amargura

Sou aquele que tem penico de faiança
Sou o poeta cagado, o sem esperança
O que veio ao mundo para se borrar

Sofrer assim -jamais! antes morrer
Minha salvação é o clister
Porque não posso viver sempre a cagar